Jejum Intermitente Funciona na Perimenopausa?
Um estudo de 2025 testou jejum intermitente na perimenopausa: 59 mulheres fizeram exercício, com ou sem jejum 16:8, por 12 semanas — veja se houve ganho extra para o cérebro.
Jejum Intermitente Funciona na Perimenopausa?
Um estudo de 12 semanas acompanhou 59 mulheres na perimenopausa, menopausa ou pós-menopausa, que fizeram apenas exercício ou exercício combinado com jejum 16:8 (janela de alimentação de 8 horas). Os dois grupos melhoraram em alguns testes de velocidade de raciocínio. Somar o jejum ao exercício não trouxe nenhum ganho extra de memória ou saúde cerebral além do que o exercício sozinho já proporcionava.
Aviso médico: Este artigo resume pesquisas publicadas apenas para fins informativos. Não é um conselho médico nem substitui a orientação de um profissional de saúde qualificado. Sempre consulte seu médico antes de começar qualquer protocolo de jejum, principalmente se você tiver alguma condição de saúde ou tomar medicamentos.
Resumo Rápido
- O que foi testado: Se somar o jejum 16:8 (comer apenas dentro de uma janela de 8 horas) a um programa de exercícios ajuda mais o cérebro do que só o exercício.
- Quem fez a pesquisa: B. Jóźwiak e colegas da Universidade de Educação Física de Poznan, na Polônia, publicado na Frontiers in Public Health em 2025.
- Quantas pessoas: 59 pessoas, todas mulheres, passando pela perimenopausa, menopausa, ou já depois dela. As idades exatas não foram informadas.
- Duração: 12 semanas.
- O que aconteceu: Os dois grupos ficaram mais rápidos em um teste de raciocínio. O jejum somado ao exercício não trouxe nenhum benefício extra para o cérebro.
- Leia o estudo original: Frontiers in Public Health 2025 →
O Que os Pesquisadores Queriam Descobrir
Muitas mulheres sentem a cabeça "embaçada" durante a perimenopausa. Os pesquisadores queriam saber se ficar sem comer por parte do dia poderia ajudar o cérebro, além do exercício. Eles testaram um padrão popular chamado 16:8 — comer apenas dentro de uma janela de 8 horas por dia. Se você quiser a análise completa desse mesmo estudo, veja jejum somado ao exercício e função cerebral na menopausa. Para entender como o jejum afeta o peso nessa fase da vida, veja jejum intermitente causa perda de peso na menopausa.
Quem Participou do Estudo
| Grupo | Pessoas | O Que Fizeram |
|---|---|---|
| Exercício mais jejum | 26 | Fizeram um programa de exercícios e também comeram apenas dentro de uma janela de 8 horas por dia |
| Só exercício (comparação) | 33 | Fizeram o mesmo programa de exercícios, mas comeram na rotina normal, sem janela de jejum |
Quem eram as participantes: As 59 pessoas eram todas mulheres. Estavam na perimenopausa, na menopausa, ou já tinham passado por ela. Idades exatas e detalhes de peso não foram informados no resumo do estudo.
Como era o jejum na prática: O grupo que jejuou comia todas as refeições dentro de uma janela de 8 horas por dia. As outras 16 horas eram de jejum. O estudo não especificou o horário exato de início e fim da janela, nem o que podia ser bebido durante o jejum.
O Que Aconteceu
Os dois grupos ficaram mais rápidos em um teste de raciocínio, mas o jejum não acrescentou nada além do exercício.
| Grupo | O Que Foi Medido |
|---|---|
| Só exercício | Ficou mais rápido em um teste de foco e melhorou na capacidade de ignorar palavras que distraem. A atividade elétrica do cérebro aumentou em repouso e durante uma tarefa de memória. |
| Exercício mais jejum | Também ficou mais rápido no mesmo teste cronometrado, mas não melhorou em ignorar distrações nem mostrou as mesmas mudanças na atividade cerebral. |
- Os dois grupos ficaram mais rápidos em um teste de classificação cronometrado chamado teste de Stroop.
- Só o grupo que fez apenas exercício melhorou em ignorar palavras que distraem durante a leitura.
- Só o grupo que fez apenas exercício mostrou mais atividade elétrica cerebral em repouso e durante uma tarefa de memória.
- Nenhum dos dois grupos mudou no principal teste de memória.
- Nenhum dos dois grupos teve mudança no BDNF ou no GDNF — duas proteínas ligadas ao crescimento de células cerebrais.
O Que Este Estudo Não Pôde Nos Dizer
- Teve apenas 59 pessoas, divididas em dois grupos relativamente pequenos.
- Durou 12 semanas, então os efeitos de longo prazo são desconhecidos.
- Idades exatas, peso e condições de saúde das mulheres não foram informados no resumo do estudo.
- Testou só o jejum 16:8 combinado com exercício, não o jejum sozinho.
- O financiamento do estudo não foi informado no resumo.
Detalhes do Estudo
| Título | Effect of exercise alone and in combination with time-restricted eating on cognitive health in menopausal women |
| Revista científica | Frontiers in Public Health |
| Publicado em | 2025 |
| Tipo de estudo | Ensaio clínico |
| Total de participantes | 59 |
| Duração | 12 semanas |
| Pesquisadora principal | B. Jóźwiak |
| Instituição | Department of Physical Activity and Health Promotion Science, Poznan University of Physical Education, Poznań, Polônia |
| Financiamento | Não informado no resumo |
| Fonte | Ver no PubMed → |
Jóźwiak, B., Kleka, P., & Laudańska-Krzemińska, I. (2025). Effect of exercise alone and in combination with time-restricted eating on cognitive health in menopausal women. Frontiers in Public Health. PMID: 40880914
Perguntas Frequentes
O jejum intermitente funciona na perimenopausa?
Para a saúde do cérebro, este estudo mostrou que o exercício importou mais do que o jejum. Somar o jejum 16:8 ao exercício não melhorou os resultados de raciocínio mais do que o exercício sozinho ao longo de 12 semanas.
Jejum intermitente na perimenopausa e cortisol — o jejum aumenta hormônios do estresse?
Este estudo não mediu o cortisol. Não foi informado no resumo. Outro estudo analisou o jejum e o horário dos hormônios do estresse — veja o link acima.
Jejum intermitente na perimenopausa e perda de peso — vou emagrecer?
Este estudo não mediu perda de peso. Não foi informado no resumo. Para um estudo que avalia o peso nesta fase da vida, veja o artigo linkado acima.
O jejum intermitente é bom na perimenopausa?
Este estudo mostrou que o jejum combinado com exercício não causou prejuízo ao longo de 12 semanas em 59 mulheres. Também não encontrou nenhum benefício extra para o cérebro ao somar o jejum ao exercício.
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